NASA E BOEING: UMA GRANDE PARCERIA

Abril 24, 2008 por gsachetti

BOEING

 

A Boeing fundada em 1916 por William E. Boeing e George Conrad Westervelt  se transformou em um curto espaço de tempo a maior indústria aeronaútica do mundo, mantendo-se até os tempos atuais.

Inicialmente os aviões produzidos eram destinados ao uso militar, porém, na Segunda Guerra Mundial ouve o emprego de novas tecnologias e ouve um grande salto no setor aeronáutico mundial. Com o término da guerra aviões oriundos de combates foram restaurados e usados no transporte de cargas, provando a eficiência e segurança na atividade aeronáutica.

Até então o transporte de passageiros via aérea era pouco explorado, mas, com aeronaves seguras era agora então possível, como altamente viável.

Sendo assim, a grande indústria aeronáutica investiu pesado na construção de aeronaves de grande porte com a finalidade de transportar passageiros.

O sucesso da Boeing não apenas deu certo como ganhou o mundo,  sendo hoje milhões de passageiros beneficiados com um meio de transporte seguro, eficiente e com muito glamour. Notoriamente suas aeronaves são comercializadas em todo o mundo, adaptando-se aos mais diversos climas e regiões.

 

NASA

 

A NASA (National Aeronautics and Space Administration) agência do governo dos EUA foi fundada em 29 de julho de 1958 com o intuito de promover a pesquisa, desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial.

Com o fim da Segunda Guerra mundial e com o surgimento dos EUA como maior potência mundial e da URSS como seu rival, a largada para a corrida espacial foi dada.

Rapidamente foram lançados diversos satélites artificiais e sondas para explorar outros planetas. Em 1962 a sonda Mariner  2 pousou no solo de Vênus e conseqüentemente  anos depois o discurso de Kennedy se concretiza: “-Nós decidimos ir a Lua, nós decidimos ir a Lua nesta década e fazer as outras coisas, não porque elas são fáceis, mas porque elas são difíceis”.

A agência foi responsável pelo envio do homem a lua em 1969, mostrando seu grande potencial e trazendo a esperança de projetos futuros mais ousados.

 

Atualmente de forma constante estamos acompanhando os projetos recentes da NASA. Um dos grandes projetos atuais é a construção da Estação Espacial Internacional que vem sendo realizada com a parceria de 16 países, inclusive a ex-rival Rússia.

 

 

 

 

 

A GRANDE FUSÃO

 

A Aviação é uma ciência fascinante. A todo tempo engenheiros aeronáuticos descobrem possibilidades de utilizar recursos mais viáveis na construção de materiais aeronáuticos compostos e exploração da aerodinâmica. Todavia vivemos uma fase de alta tecnologia na aviação, criando novos conceitos.

A Boeing  Company com parceria da NASA há tempos  vem desenvolvendo materiais para construção e melhoramento da performance de aeronaves comerciais. Não obstante, o treinamento realizado para pilotos no gerenciamento da cabine de comando que visa a interação entre os tripulantes e disponibilidade de todos os seus recursos (Crew Resource Management), estudo realizado pela NASA, hoje utilizado no treinamento para pilotos em todo o mundo, demonstra as vantagens de uma parceria mais do que beneficente das gigantes no setor.

 

As aspirações da aeronáutica sempre são muito promissoras e se concretizam a medida que os avanços da tecnologia vão tomando proporções elevadas.  Quando então existe uma fusão entre duas especialistas no ramo os resultados são surpreendentes.

Uma nova fase de exploração na aeronáutica já foi anunciada pela NASA e a Boeing: a realização de vôos sub-orbitais.

Nesse ramo muitas das pesquisas realizadas foram bem sucedidas, como exemplo o desenvolvimento de um motor revolucionário, o Scramjet, testado com sucesso em 2004, capaz de atingir velocidades hipersônicas de até 15 vezes a velocidade do som.

 

Vale lembrar que desde o primeiro vôo com o 14-bis do franzino Alberto Santos Dummont em 1906 a aeronáutica é o setor que mais conta com profissionais altamente capacitados fazendo que cresça a largos passos, portanto, não é a toa que a aviação é sinônimo de superação, despertando o fascínio da humanidade.

 

 

 

 

Texto: Guilherme Sachetti

 

 

Boeing 787 Dreamliner: Easy Cockpit

Abril 14, 2008 por gsachetti

Em um passado recente, aeronaves de grande porte necessitavam de uma tripulação técnica de vôo mais complexa que as atuais. Eram compostas de pilotos, engenheiro de vôo, sendo que nos primórdios da aviação fazia-se necessário a presença de um operador de rádio e um navegador.

Com o avanço da tecnologia nesse setor estes cargos foram extintos, devido ao fato de que a automação passou a tomar conta de certas funções na cabine de comando.

Porém, ao mesmo tempo, conseqüentemente  a carga de trabalho foi aumentada para os pilotos, sendo os mesmos responsáveis não apenas pelo vôo, como gerenciadores de todos os sistemas da aeronave.

Com o aumento do fluxo de tráfego aéreo,  o problema ficou evidente, a segurança das operações começou a ser ameaçada e engenheiros da indústria aeronáutica perceberam que teriam um grande desafio: desenvolver no cockpit um ambiente voltado exclusivamente à pilotagem, deixando a automação tomar conta do gerenciamento de sistemas, eis que surge então a filosofia Easy Cockpit.

Easy Cockpit

 

O EASy (Enhanced Avionics System) Cockpit veio para revolucionar as tecnologias até então presentes nas cabines de comando, bem como para melhorar o nível de alerta situacional (situational awareness) e reduzir a carga de trabalho dos pilotos, aumentando significativamente a segurança dos vôos.

As empresas aéreas são extremamente beneficiadas com essa nova filosofia, pois, o tempo de treinamento é reduzido significativamente, reduzindo custos.

Com o lançamento do Boeing 787 Dreamliner se concretizou mais um grande avanço na aviação, apresentando uma aeronave com um método de treinamento objetivo, eficiente e seguro.

Para dados de comparação, o treinamento de pilotos para  transição total (No Boeing Experience)para o Boeing 787 passa a ser de 21 dias, sendo esse espaço de tempo considerado curto comparado com outras aeronaves da categoria.

No momento, existem 7 centros de treinamento para operação do 787 Dreamliner espalhados pelo mundo: EUA (Seatlle), Inglaterra (Londres) Japão (Tóquio), China, Índia, Singapura e Austrália.

 

Texto: Guilherme Sachetti

Colaborador Galley News

 

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Abril 13, 2008 por gsachetti

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